• A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma desordem caracterizada pela proliferação anormal dos vasos sanguíneos da retina em desenvolvimento, na junção entre a retina vascular e avascular, que está relacionada com múltiplos fatores, como o oxigênio, prematuridade e o baixo peso ao nascimento.
  • Ela aumentou a sua incidência devido a crescente capacidade de manter a sobrevida de recém-natos cada vez menores e com menor idade gestacional.
  • Um terço das crianças com peso menor que 1500 gramas ao nascimento podem apresentar retinopatia da prematuridade. Das crianças pesando menos de 1251 gramas ao nascer 65,8% podem desenvolver RP, enquanto 81,6% das com menos de 1000 gramas podem ser acometidas.
  • Dos recém natos com peso entre 1001-1500, 2,2% desenvolverão alterações cicatriciais como complicação da RP e 0,5% serão cegos.
  • Hoje no Brasil, todos os recém nascidos devem fazer o teste do olhinho e em caso de suspeita de alteração no teste, deve-se realizar o mapeamento de retina por oftalmologista especialista em retina e com experiência de examinar neonatos.
  • O diagnóstico correto e o tratamento adequado evita graves complicações futuras.
  • O exame do prematuro deve ser realizado com mapeamento de retina sob dilatação pupilar e uso do bléfaro para estudo criterioso da periferia retiniana dentro de 4 a 6 semanas de vida.
  • O tratamento com panfotocoagulação a laser sob anestesia geral quando indicado tem que ser instituído se possível dentro de 72 horas, pelo risco de sangramento vítreo e descolamento de retina.
  • Nestes casos mais graves a cirurgia de Vitrectomia deve ser realizada, mas o prognóstico é mais reservado.
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