A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença degenerativa da retina que provoca uma perda progressiva da visão central e leva a cegueira. Atualmente é apontada como a causa mais comum de perda de visão nas pessoas acima de 50 anos.
Estima-se que no ano de 2020, até 8 milhões de pessoas com 65 anos ou mais poderão apresentar DMRI. A taxa de acometimento pela DMRI aumenta com a idade
Os principais sintomas são o embaçamento da visão central (dificuldade para ler e reconhecer a face das pessoas) e a visão distorcida (metamorfopsia). Os pacientes não ficam completamente cegos, ainda resta a visão periférica, mas a visão de detalhes fica prejudicada, dificultando atividades como leitura.
Ela pode ser divida em 2 grupos: forma seca (drusas e atrofia geográfica) e forma úmida, (molhada ou exsudativa).

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A DMRI seca é responsável por aproximadamente 90% de todos os casos da doença. Entre suas características está a acumulação drusas (formações de de proteína e gordura) em uma fina camada de células sob os fotorreceptores.
As drusas podem interferir na saúde da mácula, causando degeneração progressiva das células fotorreceptoras. O acúmulo de drusas pode também ser verificado sem perda de visão.
A forma seca pode levar a perda da visão central se ocorrer atrofia da retina (na forma de atrofia geográfica), mas na maioria dos caso, os pacientes têm boa visão.

A DMRI úmida representa cerca de 10% dos casos de degeneração macular. É também chamado de neovascularização de coróide (CNV), neovascularização subretiniana, ou degeneração exsudativa ou disciforme.
Na DMRI úmida, vasos sanguíneos anormais crescem sob a mácula. Esses vasos vazam sangue e fluidos na mácula que causam danos nas células. Pode levar a perda da visão central de forma irreversível.
No entanto, se tratada precocemente, é possível manter a visão do paciente estável por anos.

Além do exame oftalmológico e da utilização da tela de Amsler, alguns exames são utilizados para acompanhar a evolução da doença, como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiofluoresceinografía. Acredita-se que o OCT seja o exame mais importante para detectar a atividade ou recorrência da doença.
E com as novas gerações dos OCT de domínio espectral (OCT Spectralis) a quantidade de dados sobre a atividade e comportamento da doença aumentou bastante.

TRATAMENTO

  • Anti-VEGF –  Bevacizumabe (Avastin®), Ranibizumabe (Lucentis®)
  • Esteróides como adjuvantes – Triancinolona
  • Terapia Fotodinâmica com Visudyne®
  • Laser convencional – Fotocoagulação (em casos selecionados)

A infusão intra-ocular de drogas anti-VEGF [Lucentis (ranibizumabe) / Avastin (bevacizumabe)] é atualmente a forma mais moderna de tratar a doença exsudativa. Estes medicamentos fecham os vasos anômalos que causam a perda da visão.
Geralmente aplica-se uma injeção mensal por pelo menos 3 meses, re-injetando quando a doença volta a progredir (Protocolo CATT Study).
A visão do paciente pode melhorar ou apenas estabilizar, dependendo do estágio da doença.
Vem sendo testadas novas drogas que agem como as injeções anti-VEGF, mas que permanecem por mais tempo dentro do olho, reduzindo a frequência das injeções – mas estas drogas ainda não estão disponíveis para uso fora de protocolos de pesquisa.
Outra linha de pesquisa que pode resultar em tratamento no futuro utiliza células tronco.

PREVENÇÃO

  • Exames de rotina – mapeamento de retina, autofluorescência e a tela de AMSLER podem detectar casos de alto risco.
  • Uso de polivitamínicos e Omega 3 (estudos clínicos – AREDS 2 e AREDS 2 tba)
  • Prevenção da cegueira: tratamento precoce e persistente.
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